sábado, 25 de fevereiro de 2012

Marta Bellini. Cara amiga e colega: vi o filme ontem. Em vez de ser uma louvação à ministra, é um desmonte impiedoso da mesma. Trata-se de uma visão da política como exemplar da ideologia de comerciante, com a cabeça miúda como as quitandas onde os conservadores recolhem votos. O filme se passa o tempo todo com a adoecida ex-onipontente conversando com o fantasma (como conversou com fantasmas a vida toda) de seu marido, que, de classe média alta, percebia perfeitamente o arrivismo da personagem. E no auge do poder, o filme deixa também muito evidente a personalidade autoritária (no sentido de Th. Adorno e companheiros) e ditatorial, o que gerou a sua queda, pois até mesmo os conservadores não puderam dobrar a espinha segundo seus ditados.Trata-se de mistura corrosiva de ridículo e patético. Enfim, o filme não é lá aquelas coisas (não tem estatuto de um Kubrick, Visconti, Bunuel, etc), mas dá entrada para o pensar. Sobretudo, digamos, em tempos neoliberais em que a Grécia e toda a Europa experimenta os frutos amargos da "doutrina Tatcher". Meryl está magnífica, embaixo de camadas e camadas de disfarces. A estrutura toda do filme se alicerça sobre a senilidade, a pequenez e outras coisas do que, em nossa juventude, chamávamos "ideologia pequeno burguesa". Acho que valeria a pena você assistir...abraços ! RR

Tatá, o filme.

Badalado, chamativo e blá blá. Mas eu não darei um cento de meu dinheiro para assistir a um filme sobre uma mulher de direita, que destruiu a Inglaterra. Nem mesmo com a atriz que gosto muito.
Na Inglaterra o filme estreou com polêmica. Que bom!
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